Ê painho,
que desse nó eu não guardo nenhum fio
Desatou junto com o cigarro que acabou
da minha represa eu fiz um rio
e o teu sorriso ele afogou
da minha represa eu fiz um rio
e o teu sorriso ele afogou
Ê painho,
A solidão sempre foi o meu caminho,
acompanhada pelos meus desatinos
Mas dos teus passos eu sinto dó
Mas dos teus passos eu sinto dó
pois não sabem o que é ser só
Ê painho,
das tuas botas e boné
eu mal recordo
junto com os "xêros" e cafunés
que eu não mais imploro
Ê painho,
Da miséria do amor
morreu o poeta e trovador
Deixe de mendigar por ai
um amor que nunca vai existir
Aprenda: É melhor morrer de fome
que matar a mulher que come
Ê painho,
eu te perdoo porque seu problema é covardia
de quem sempre foi lago, barragem e apatia
e se assusta com os relâmpagos da tempestade
de quem é chuva e liberdade.
ê painho....
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